Tudo o que precisas de saber sobre o “cupping”, a terapia com ventosas das celebridades

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cupping terapia com ventosas

Nos últimos meses, foram publicadas fotos de atletas e atores famosos com grandes pontos vermelhos e roxos na pele. É algo que, à primeira vista, chama muito à atenção e que pode parecer doloroso. Trata-se do “cupping”, uma técnica com ventosas cada vez mais procurada. Mas em que consiste exatamente essa terapia?

O que é o “cupping”?

O seu nome vem de cup (“copo” ou “chávena” em inglês) e atualmente tem-se tornado numa grande sensação entre celebridades e atletas, mas os antecedentes desse tratamento têm a sua origem na Mesopotâmia.

Existem muitos estudos que indicam que os xamãs da Mesopotâmia foram os primeiros a usar essas técnicas para fins curativos. Nestes casos, aplicavam ventosas de bambu, cerâmica ou argila na pele para aspirá-la e criar um vácuo. Desta forma, a dor muscular era aliviada e a circulação, tanto sanguínea como linfática, eram beneficiadas. No entanto, outros associam o “cupping” às culturas orientais, mais especificamente, à acupuntura.

Qual é o objetivo do “cupping”?

Desde as suas origens, embora com variações, o mecanismo e a finalidade da técnica não mudaram. A terapia concentra-se na aplicação de xícaras ou copos com ventosas (daí o seu nome) nas zonas mais doridas do corpo.

 E o que acontece? O calor faz com que se produza um efeito de vácuo que separa ligeiramente a pele dos músculos; razão pela qual se produzem essas famosas marcas vermelhas ou roxas.

 Embora a sua principal função seja ativar a circulação e reduzir as dores musculares, esta técnica também é utilizada no tratamento e combate a outras doenças: constipações, tosses, dores de cabeça, artrose, eczema, acumulação de gordura localizada, entre outros …

 Famosos como Gwyneth Paltrow ou Jennifer Aniston, cantores como Justin Bieber ou atletas de elite como Michael Phelps juntaram-se à moda do “cupping” e partilham orgulhosamente as suas “marcas” nas redes sociais.

 Qual é a sua eficácia?

É verdade que antes de experimentarmos o tratamento devemos questionar-nos se é efetivamente eficaz. Até ao momento, não há nenhum estudo que confirme que a ventosa é uma técnica perigosa para a nossa saúde e também não existem evidências científicas que confirmem os seus resultados reais. Porém, cada vez mais profissionais apostam nesta prática e o seu uso é cada vez mais comum em fisioterapia e centros especializados.

A nível geral, existem muitos benefícios que o “”cupping” pode proporcionar: ajudar a prevenir enxaquecas ou melhorar a circulação sanguínea e linfática, por exemplo. Mas é certo que é uma questão de moda que inicialmente tem vários efeitos secundários. Em primeiro lugar, os mais evidentes: hematomas. Embora existam produtos para acalmar as vermelhidões após esta técnica, deve-se ter um cuidado especial para não deixar as ventosas durante muito tempo, pois pode ser prejudicial para o nosso corpo. Assim, sempre que desejares utilizar esta técnica, é fundamental que consultes um profissional da área.

Além disso, é importante que todas as pessoas com diabetes, problemas circulatórios ou que fazem uso de algum medicamento com anticoagulantes, tenham especial cuidado ao realizar qualquer tratamento de “cupping”, pois não é considerado benéfico para a saúde.

Procura um profissional especializado em “cupping”, seja fisioterapeuta, acupunturista ou quiroprático, e informa-te bem antes de colocar essa técnica em prática. E se já a experimentaste, conta-nos a tua experiência!

Reme Navarro Escrivá

Farmacêutica e Nutricionista. Licenciada em Farmácia na Universidade de Valencia no ano 2007, Licenciada em Nutrição na mesma universidade em 2009. Dedicada ao mundo da saúde e da farmácia há mais de 15 anos. De reunião em reunião, na Atida eu escrevo este blog sobre temas que considero interessantes para a saúde e cuidado pessoal.

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